FICHA TÉCNICA

Motor elétrico    

82 cv, bateria de iões de lítio,       17,6 kWh    

Tração              

Traseira,
caixa de variação contínua
Suspensão    

Multibraços às quatro rodas
Autonomia    

160 km
Consumo    

13,1 kWh
PREÇOS

smart fortwo coupé           22.500€
smart fortwo cabrio           24.900€
smart forfour                     23.400€

AO VOLANTE

SMART FORFOUR ELECTRIC DRIVE

No trânsito, é uma ‘limpeza’...

Sempre que olhamos para o smart, ficamos com aquela sensação que há ali qualquer coisa que não está bem... E depois lembramo-nos que é um carro feito quase exclusivamente para a cidade, e como tal a sua motorização ideal sempre deveria ter sido elétrica. A subsidiária da Mercedes também percebeu isso e para esta geração apostou mais em força na criação de uma versão elétrica. O smart electric drive está disponível em todas as variantes do compacto alemão, incluindo o smart forfour, que se torna um pequeno automóvel de quatro lugares ideal para dar umas voltas com os amigos.
O principal problema vai ser encontrado ainda antes de começar a andar. Por 23.400 euros, o forfour elétrico custa quase o dobro da versão de entrada com um tradicional motor a gasolina e, embora este carro seja apelativo como transporte citadino para pessoas com mais meios, escolher passar do carro a gasolina para o elétrico torna-se mais difícil. A vantagem é que começa imediatamente a recuperar o investimento, pois a energia retirada de uma carga completa da bateria tem um custo bem menor que um depósito cheio de gasolina, e se o fizer nos postos públicos de carregamento Mobi.e nem está a pagar nada… por enquanto.
Em termos de performance, não há nenhuma diferença no uso normal do smart elétrico, em comparação com o modelo normal. O motor do modelo elétrico debita 60 kW, ou 82 cv, ficando no meio entre as versões a gasolina de 71 e 90 cv, mas acelera melhor em baixa rotação, já que o binário é instantâneo. O andamento é mais comedido quando escolhe o modo de condução Eco, mas deveria optar por mantê-lo sempre ligado, pois ajuda a manter os consumos de energia mais baixos.
Quanto aos consumos energéticos, a bateria de 17,6 kWh acumula energia mais que suficiente para a cidade, mas pode ser um problema se tiver que fazer uma viagem de mais de 50 km numa direção e não tiver postos de carregamento no seu destino e se tiver que andar em autoestrada. Talvez uma variante com uma bateria maior, mesmo que seja só para a versão de quatro portas, fosse uma boa opção para a marca no futuro próximo. Dependendo do terreno e da velocidade, é possível fazer consumos melhores que os 13,1 kWh por 100 km anunciados, mas numa cidade com muitos desníveis este vai ficar mais próximo dos 14,5 kWh, e o recarregamento em travagem gera apenas uma pequena quantidade de energia. Finalmente, é sempre preferível encontrar um carregador rápido do que usar a tomada caseira para recarregar a bateria.

Espaço total
Em termos de conforto, não há nada de diferente entre a versão elétrica e a versão a gasolina. O smart forfour já tinha sido concebido para ter o motor na traseira, o que acaba por ser uma benesse interessante para o espaço interior de um automóvel tão curto. Os ocupantes dos bancos traseiros não se sentem muito apertados em viagens curtas, em comparação com outros automóveis com as mesmas dimensões, e a bagageira mantém os mesmos 185 litros de capacidade da versão a gasolina. Em termos práticos, não há diferença no interior entre a versão a gasolina e a versão elétrica.
O mesmo se passa em termos de comportamento. O smart forfour continua a preferir um ambiente urbano, onde consegue demonstrar melhor a sua agilidade, especialmente em curvas apertadas, assim como em manobras. Em estrada, a suspensão não é tão eficaz a lidar com irregularidades, especialmente na traseira, pelo que o carro não é tão confortável fora da cidade como dentro dela, mas faz o seu trabalho sem grandes dificuldades em estradas nacionais.
Em termos de equipamento, o smart forfour electric drive vai além do que está disponível de série nas versões a gasolina, e o que mais se destaca é o ecrã tátil no tablier, com um acesso facilitado à maioria dos comandos. Além dos habituais comandos do rádio e de navegação, também pode controlar vários aspetos do consumo a partir deste ecrã, gerindo a capacidade da bateria, e encontrando as estações de carregamento mais rápido. Mas também pode controlar o consumo energético a partir do computador de bordo. Quando a bateria está a recarregar, pode verificar o estado de carga e tempo estimado através de um aplicativo para smartphone, o ‘smart control’. Tudo isto facilita bastante o uso do smart elétrico. 
Paulo Manuel Costa (texto) 

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EDIÇÃO NOVEMBRO 2020
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