ACTIVE SHIFT CONTROL: Hyundai coloca híbridos sob controlo

Os automóveis híbridos são menos poluentes, reduzindo o consumo de combustível e melhorando a qualidade do ar nas cidades, mas geralmente não são considerados muito interessantes de conduzir. Agora, a Hyundai pretende trazer diversão aos híbridos com a sua nova caixa de velocidades. Quando surgiram no mercado, os automóveis híbridos prometiam redução de consumos e menos poluição, através do funcionamento combinado de dois motores. Esta preocupação com a poupança levou as primeiras marcas que aderiram a este sistema propulsor a criar automóveis confortáveis, com performances reduzidas ao essencial. Por isso, não houve muita preocupação dos engenheiros das marcas em criar transmissões com resposta rápida às necessidades dos condutores, preferindo apostar em caixas de variação contínua ou com longas trocas de mudança.Nos híbridos com mais potência e de maiores dimensões, este tempo perdido não se nota tanto, devido ao binário elevado produzido pelo conjunto motriz. Nos modelos mais pequenos, esta demora faz com que o híbrido pareça ter falta de potência em momentos críticos. A Hyundai, cuja gama de híbridos tem vindo a crescer para segmentos de mercado mais acessíveis ao grande público, pretende eliminar esta demora na troca de mudanças, e criou a transmissão automática Active Shift Control. Esta tecnologia vai ser estreada no Sonata Hybrid (que não será vendido na Europa), mas depois será usada por outros carros da Hyundai e da Kia. Numa caixa de velocidades automática, o conversor de binário sincroniza a velocidade do motor e da transmissão até atingir a velocidade ideal antes de acoplar (tal como a embraiagem da caixa manual), momento em que o consumo de combustível está na sua eficiência máxima. Num carro elétrico, essa sincronização não é necessária, pois o motor elétrico já produz uma quantidade elevada de binário a baixa rotação, e a presença do conversor levaria a perdas de energia por fricção.Na caixa Active Shift Control, o próprio motor elétrico atua diretamente sobre as mudanças, usando a centralina da unidade híbrida para controlar diretamente quando vai ser feita a troca de mudança, recorrendo a um sensor. Assim, o tempo de sincronização é reduzido de 0,5 para 0,35 segundos, uma melhoria de 30 por cento. Pode parecer uma diferença mínima, mas num automóvel híbrido com patilhas no volante vai tornar a condução nos limites mais interessante, pois o condutor deverá notar que a resposta da aceleração à saída das curvas será mais imediata.

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