INOVAÇÃO MAZDA: Caminhos para o futuro

Olhando para a lista de protótipos e para os novos investimentos da maioria dos construtores automóveis, poderíamos pensar que o futuro vai ser composto exclusivamente por carros elétricos. Isso não é necessariamente verdade, se olharmos para o portfólio da Mazda, que a médio e longo prazo quer continuar a investir no motor de combustão interna. Este ainda é o mais eficiente para as necessidades diárias do público, em termos de utilidade, preço e infraestruturas. E para mostrar essas vantagens, a Mazda pretende dar um salto evolutivo com o seu novo motor a gasolina, o Skyactiv-X. Este novo motor tem chegada prevista ao mercado este ano, começando pela nova geração do Mazda 3, usando algumas propriedades do motor Diesel para queimar gasolina. O Skyactiv-X continua a usar uma vela, mas também consegue usar uma taxa de compressão elevada, introduzindo mais ar no interior dos cilindros para aumentar a pressão, conseguindo causar a ignição do combustível e garantindo uma queima mais eficiente em toda a área interior, graças ao uso de injeção directa com injetores de alta pressão. Desta forma, é possível fazer um motor atmosférico de 2000 cc de cilindrada, oferecendo mais potência e mais força a baixas rotações, mas reduzindo o consumo de combustível. Assim, o Skyactiv-X também consegue escapar à moda atual de usar sobrealimentação (uma peça adicional, que necessita de cuidados próprios sem contar com os do motor, representando custos adicionais para o condutor), com performances que se aproximam das de um motor turbo de cilindrada equivalente, ou de um V6 entre 2500 e 3000 cc. Os números finais ainda não estão homologados, mas estima-se que consiga atingir uma potência de 190 cv e um binário de 250 Nm numa faixa bastante ampla de utilização e sem necessitar de recorrer a um nível elevado de rotações. Os consumos devem ser cerca de 20 por cento menores que num motor 2.0 atmosférico atual, aproximando-se dos valores de um Diesel.

Motor rotativo Wankel de regresso

A Mazda tem um grupo de entusiastas que é fã de uma tecnologia que se tornou um cartão de visita para a marca: o motor rotativo do tipo Wankel. Este tipo de propulsor, compacto e capaz de atingir o dobro da potência de um motor de cilindros e pistões com cilindrada equivalente, foi usado em modelos lendários como o Cosmo, RX-2 (626 Coupé), RX-3 (323 Coupé), RX-7 e, mais recentemente, o RX-8. Com o final de produção do RX-8, a marca japonesa teve que abandonar este motor, deixando muitos fãs dececionados, mas era impossível manter o nível de performance a que os entusiastas estavam habituados e cumprir a legislação sobre emissões poluentes. Ainda assim, a Mazda não quer deixar o Wankel morrer, e está a planear criar um motor elétrico ligado a um Wankel, não como um sistema híbrido, mas usando o motor rotativo como extensor de autonomia em longas distâncias ou em caso de emergência. Este motor deverá ser revelado publicamente em 2020, e vai ter dimensões ainda mais compactas que o habitual, mantendo um alto nível de potência específica (suficiente para gerar energia para a bateria) e funcionando de modo silencioso, além de trabalhar exclusivamente com gás de petróleo liquefeito (GPL) em vez de gasolina.

Mazda investe em biocombustível

Mesmo com o seu investimento continuado no motor de combustão, a Mazda quer encontrar alternativas que reduzam não só as emissões poluentes como o impacto ambiental da produção de combustíveis. Por isso, como parte do seu programa de desenvolvimento de tecnologia sustentável, que tem como objetivo reduzir o impacto ambiental do uso de cada automóvel em 50 por cento até 2030, a Mazda está a participar em dois projetos diferentes de investigação universitária no Japão, para desenvolver um biocombustível baseado em algas. Como é um combustível derivado de fontes renováveis, cumpre os objetivos da Mazda na redução do impacto ambiental, até porque a produção pode ser feita em solos impróprios para agricultura, usando águas residuais, e o produto final é biodegradável. Um estudo do Departamento de Energia dos Estados Unidos estima que, se toda a gasolina e gasóleo nesse país fossem substituídos por um combustível derivado de algas, iria ocupar uma área mínima, equivalente a um sétimo do necessário para o cultivo de milho.

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